Com a construção do Parque Dr. Mário Soares e a renaturalização deste troço da Ribeira do Vilar, foi construída uma bacia de retenção de água, bem como um pequeno charco, ambos adjacentes à ribeira. Esta intervenção permitiu aumentar a biodiversidade e a capacidade de fitodepuração do curso de água, promovendo a melhoria da qualidade ambiental através da plantação de várias espécies de plantas aquáticas nativas. Estas plantas, estrategicamente selecionadas, desempenham um papel crucial no aumento da capacidade do ecossistema de filtrar poluentes, fixação de sedimentos e promover a purificação natural da água deste curso de água.
Este ecossistema ribeirinho foi desenhado para ser resiliente à seca no verão e tirar partido da água nas restantes estações do ano, e todo o seu sistema húmido permite a regulação térmica do parque. Para além disso, as águas pluviais do Renaissance Porto Lapa Hotel, adjacente ao Parque, são drenadas e encaminhadas para um pequeno vale desenhado para esse efeito e que entronca a jusante no curso de água principal da Ribeira do Vilar, evidenciando a drenagem sustentável destas águas.
A reabilitação da ribeira e construção da bacia de retenção e do charco foram realizadas pelo Município, em parceria com o CIIMAR. Foram introduzidas estruturas de fitodepuração no curso de água, plantas aquáticas (golfão pequeno, caniço, ceratófilo, lírio-amarelo-dos-pântanos) e anfíbios na charca permanente. Estas intervenções têm como objetivos principais o aumento do conhecimento das zonas húmidas da cidade, o seu mapeamento, inventário biológico e caracterização, para posterior adoção de medidas de conservação, restauro e criação de novas massas de água.






