Parque Oriental

Tipologia

Árvores
Charcos
Plantas aquáticas

Morada

Rua do Lagarteiro 504/ Rua do Pego Negro 2 4300/ R. Azevedo 594 704

Freguesia

Promotor

Águas e Energia do Porto/ Câmara Municipal de Gondomar

Projetista

Sidónio Pardal

Área

16,7 ha (fase 1: 8,7ha + fase 2: 8ha)

Custo

9.700.000.000 € (valor referente à 2ª fase do projeto do Parque Oriental e do Intercetor de Rio Tinto)

Investimento

Câmara Municipal de Gondomar: 4.4M€
Águas e Energia do Porto: 5.5M€

Financiamento

POSEUR

Apresentação

O Parque Oriental, localizado em Campanhã, é o segundo maior parque do Porto, seguindo-se ao Parque da Cidade.

Projetado pelo arquiteto Sidónio Pardal, desenvolveu-se um parque linear ao longo das margens do Rio Tinto, com um total de 16,7 hectares de espaço verde, desde do Freixo até ao Pego Negro, onde existem diversas vias pedonais e cicláveis. Atualmente, através destas vias, o Parque Oriental está interligado com o Parque da Alameda de Cartes, numa visão de um Porto mais conectado.

Através da reabilitação do Rio Tinto em 2016, foi possível expandir o Parque, inicialmente com 8,7ha, em mais 8ha de área verde onde foi introduzido um leque de espécies arbóreas (perenifólias e coníferas) e de espécies arbustivas variadas. Para além disso, o pinheiro manso, o carvalho-alvarinho, o Cupressocyparis leylandii, a faia, os salgueiros, as azáleas, as camélias e os rododendros são dominantes ao longo de todo o percurso, acentuando a estrutura linear do parque. Esta diversidade acentuará também os contrastes entre os troços do caminho ao longo das épocas do ano, explorando os efeitos da cor da folhagem e da floração e imprimindo um sentido dinâmico e de fractalidade à paisagem do parque.

Os mais de 16 hectares de área verde prestam vários serviços de ecossistemas que contribuem simultaneamente para a melhoria da qualidade do ar, regulação térmica, aproveitamento de cursos de água, promovem a biodiversidade e facilitam a retenção e infiltração da água da chuva ao nível freático.

A ação de despoluição e reabilitação do Rio Tinto terminou com a conclusão da obra do seu intercetor, em 2019, e permitiu que fosse recuperada a profissão de guarda-rios, que já esteve extinta. Em parceria com a LIPOR, estes profissionais realizam inspeções e manutenções no Parque Oriental e investigam a presença de poluição no curso de água e nas suas margens, com o objetivo de priorizar a preservação do ecossistema e da biodiversidade. A partir de 2019 já começaram a ser avistados patos, salamandras e tritões nesta linha de água.

O projeto “Os Polinizadores do Parque” é responsável, desde 2021, por definir as práticas de manutenção da área verde do parque com o objetivo de criar condições para a atração e sustentabilidade de comunidades de insetos polinizadores. Articulando três áreas de conhecimento (arquitetura paisagista, botânica e entomologia), a estratégia deste projeto passa pela alteração de práticas de manutenção que permitem que as plantas anuais e bianuais completem o seu ciclo reprodutivo e, dessa forma, que os animais, em especial os insetos polinizadores, usufruam dos recursos florísticos. É possível observar no Parque insetos como Abelha-do-mel, Abelhões, Abelhas solitárias, Vespas, Sirfídeos, Outras moscas, Borboletas, Traças e Coleópteros.

Este parque incorpora também um charco, construído em parceria com o CIIMAR no âmbito do projeto MoRe Porto, agora Água com Vida Porto, que promove a biodiversidade de fauna e flora em meio aquático e garante a proteção de espécies como a rã-de-focinho-pontiagudo, anfíbio com estatuto de ameaçado e presença limitada em zonas urbanas.

Resultante da sua biodiversidade diversificada, o Parque Oriental é habitat para muitas espécies de fauna e, por isso, alberga várias sessões de projetos como Noites de Morcegos e Anilhagem Científica de Aves. Em dezembro de 2025, na sequência de uma destas sessões, foi anilhada e devolvida à liberdade uma felosa-sombria (Phylloscopus fuscatus) – uma ave de ocorrência muito rara em Portugal e com origem na Ásia. Este registo é um exemplo da importância dos espaços verdes em meios urbanos.

Funções ecológicas

Melhoria da qualidade da água; Melhoria da qualidade de vida; Promoção da biodiversidade; Recarga de aquíferos; Redução de eventos climáticos extremos; Redução do ruído; Regulação da temperatura; Regulação de cheias e inundações; Sequestro de carbono

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

3 - Saúde de qualidade; 11 - Cidades e comunidades sustentáveis; 13 - Ação Climática; 15 - Proteger a vida terrestre

OUTRAS SUGESTÕES

A Quinta de Salgueiros, com 6 hectares, está a ser reabilitada com soluções de base natural para melhorar a qualidade de vida, os serviços de ecossistema e aumentar a resiliência climática da área. Funcionará como um laboratório vivo para estudar e replicar práticas de ecologia urbana e adaptação às alterações climáticas.
O Parque da Alameda de Cartes usa soluções de base natural para reter águas pluviais, evitar inundações e sustentar a vegetação. Com muitas árvores autóctones, melhora a qualidade do ar e o microclima local. Oferece caminhos para mobilidade sustentável e conecta a outras áreas verdes e a uma diversidade de serviços, promovendo a sustentabilidade urbana.
O Parque da Cidade do Porto integra soluções naturais para sustentabilidade e adaptação climática. Com áreas verdes, lagos e solos permeáveis, regula temperatura, melhora o ar, retém água e apoia ecossistemas. Serve também de espaço social e educativo, unindo natureza, lazer e bem-estar urbano.