Intercetor do Rio Tinto

Tipologia

Árvores
Fitorremediação
Plantas aquáticas
Soluções de engenharia natural

Morada

Parque Oriental

Freguesia

Promotor

Águas e Energia do Porto/Câmara Municipal de Gondomar

Área

Volume

5km

Custo

3.492.287€

Investimento

Águas e Energia do Porto - 1.768.005 €
Câmara Municipal de Gondomar -1.724.282 €

Data de intervenção

2019

Apresentação

O projeto do Intercetor do Rio Tinto teve como principal objetivo a melhoria da qualidade da água do rio, encaminhando os efluentes tratados das estações de tratamento das águas residuais (ETAR) de rio Tinto (Gondomar) e do Freixo (Porto) diretamente para o rio Douro, que apresenta um caudal mais elevado e, logo, uma maior capacidade de autodepuração e regeneração, quando comparado com o atual meio recetor, o rio Tinto.

A nova infraestrutura transporta os efluentes tratados do Município de Gondomar até à ETAR do Freixo. Aí, o intercetor vindo de Gondomar une-se numa caixa específica ao intercetor que transporta os efluentes do Porto e, a partir desta caixa de união, um intercetor único conduz os efluentes de ambos os municípios até à descarga final no rio Douro, próximo da ponte do Freixo.

A construção do novo intercetor, com 5km, permitiu ainda reabilitar o emissário existente a montante da ETAR de Rio Tinto e construir um exutor que liga as ETAR de Gondomar e do Freixo.

A área intervencionada localiza-se nas freguesias de Campanhã (concelho do Porto) e de Rio Tinto (concelho de Gondomar) e o intercetor tem o seu traçado implementado ao longo das margens do rio Tinto.

Ainda no âmbito deste projeto foi promovida a reabilitação do leito e margens do rio através da utilização de técnicas de engenharia natural e a criação de um parque urbano linear (Parque Oriental) ao longo das suas margens.

Com esta obra, é possível usufruir de um rio Tinto despoluído e saudável, cujas margens podem, agora, ser percorridas pela população; promovendo simultaneamente a biodiversidade que já nele se avista e a melhoria da qualidade de vida das populações do Porto e de Gondomar.

A ação de reabilitação do Rio Tinto permitiu que fosse recuperada a profissão de guarda-rios, que já esteve extinta. Em parceria com a LIPOR, estes profissionais realizam inspeções e manutenções no Parque Oriental e investigam a presença de poluição no Rio Tinto e nas suas margens, com o objetivo de priorizar a preservação do ecossistema e da biodiversidade.

Funções ecológicas

Controlo / redução da erosão do solo; Melhoria da qualidade da água; Melhoria da qualidade de vida; Promoção da biodiversidade; Regulação da qualidade do ar; Regulação da temperatura; Sequestro de carbono

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

3 - Saúde de qualidade; 11 - Cidades e comunidades sustentáveis; 13 - Ação Climática; 15 - Proteger a vida terrestre; 17 - Parcerias para a implementação dos objetivos

Resultados

5 km de linha de água reabilitados
4,62 km de caminhos pedonais e cicláveis
2.500 novas árvores

OUTRAS SUGESTÕES

No âmbito dos trabalhos de beneficiação do arruamento, desenvolvido pela empresa municipal GOPorto, foi instalado um Sistema Urbano de Drenagem Sustentável (SUDS) – jardim de chuva – que atua como órgão de recolha das águas pluviais geradas pela faixa de rodagem e passeio. Esta faixa verde melhora o bem-estar e segurança dos peões, realiza um […]
A ribeira da Granja foi recuperada com soluções de base natural: no Viso (2010), técnicas de engenharia natural estabilizaram as margens; na Quinta do Rio (2011) e no SACHE (2014), o desentubamento promoveu a renaturalização; Ramalde do Meio (2013), a requalificação permitiu a conexão na cidade; Requesende (2013), a requalificação promoveu a preservação ambiental.
A Ribeira da Asprela foi recuperada em troços com diferentes soluções de base natural: no Outeiro (2009), técnicas de engenharia natural estabilizaram o leito e margens; na Quinta das Lamas (2015), o desentubamento promoveu a requalificação e renaturalização; e no Parque Central (2022), foram criadas três bacias de retenção para 10 mil m³.