O “Charco Maravilha” corresponde a uma pequena massa de água temporária localizada no Parque da Cidade do Porto que é alimentado por precipitação, escoamento superficial e possível influência de lençol freático superficial. O seu regime hidrológico é marcadamente temporário e variável, dependente das condições climáticas sazonais.
A designação de “Charco Maravilha” deriva da deteção neste charco na década de 2000 da maior diversidade de espécies de libélulas conhecida para o Porto, com 12 espécies, incluindo as espécies raras Aeshna affinis, Brachytron pratense e Lestes barbarus.
Atualmente, esta massa de água alberga um conjunto de espécies de anfíbios com elevado interesse conservacionista como sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes), tritão-palmado (Lissotriton helveticus) e rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi). Em termos florísticos salientam-se os martelinhos (Narcissus cyclamineus), um narciso vulnerável protegido por lei.
Para além da conservação da biodiversidade, o charco apresenta outras funcionalidades ecológicas como regulação do ciclo hidrológico, melhoria da qualidade da água, sequestro de carbono e regulação térmica.
Este charco pertence à rede de massas de água intervencionadas pelo Município, em parceria com o CIIMAR. Estas operações têm como objetivos principais o aumento do conhecimento das zonas húmidas da cidade, o seu mapeamento, inventário biológico e caracterização, para posterior adoção de medidas de conservação, restauro e criação de novas massas de água.







